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Habilidades cognitivas x Habilidades socioemocionais: entenda a diferença!

Entenda a importância e a diferença entre as habilidades cognitivas e habilidades socioemocionais.

12/07/2023 | POR Colégio Santo Agostinho

LEITURA: 5 MIN.
Renato Daniel

Colaborou com este post:
Renato Daniel
Supervisor da 1ª e 2ª Séries do Ensino Médio, Colégio Santo Agostinho - Belo Horizonte

Neste post você vai entender a importância das habilidades cognitivas e socioemocionais

As habilidades cognitivas são comumente apresentadas como um contraponto às habilidades socioemocionais e vice-versa. Além de entender a diferença entre elas, é importante compreender como se complementam.

Ambos os conjuntos de habilidades são importantes para o desenvolvimento de crianças e jovens. Vamos entender melhor? Boa leitura!

O que são habilidades cognitivas?

As habilidades cognitivas são aquelas regidas pelo raciocínio lógico. Como a memória, a coordenação motora, adaptabilidade, percepção, foco, atenção, compreensão e linguagem.

Na definição de Renato Daniel, professor da Unidade Belo Horizonte do Colégio Santo Agostinho, tratam-se de “faculdades mentais”, ou seja, aquilo que nos permite processar a realidade que nos cerca e responder aos estímulos externos.

São habilidades que precisam ser desenvolvidas desde a primeira infância e que são consideradas no projeto pedagógico das escolas.

Aprofunde seus conhecimentos: Habilidades cognitivas: o que são e como desenvolvê-las?

O que são habilidades socioemocionais?

Por sua vez, habilidades socioemocionais são aquelas que se relacionam com a capacidade de lidar com as emoções, seja em nível pessoal ou coletivo.

Assim, falamos de habilidades que mostram se uma criança ou jovem é capaz ou não de perceber emoções e também de desenvolvê-las. Um bom exemplo é a empatia, tão falada e esperada na sociedade atual.

Essas habilidades precisam ser desenvolvidas pois fazem parte da vivência dos nossos estudantes, uma vez que correspondem aos valores humanos da pedagogia agostiniana.

É de extrema importância que , esse aprendizado exista também na rotina de crianças e jovens fora do colégio, no núcleo familiar.

Veja também: Valores humanos na escola: quais os ensinamentos de Santo Agostinho?

Existe diferença entre habilidades cognitivas e habilidades socioemocionais?

Com base nas definições, é fácil entender que existem diferenças entre as habilidades cognitivas e as socioemocionais:

  • Habilidade Cognitiva – mais prática e pode ser facilmente mensurada por meio de avaliações lógicas como as que comumente fazemos na escola.
  • Habilidade Socioemocional –  uma análise que consiste avaliar o comportamento da criança e do jovem no dia a dia, em sua relação consigo, com os colegas e professores, bem como com a própria família.

O “X” da questão, porém, não são as diferenças entre os dois tipos de habilidade, mas o entendimento de que são complementares para a formação de alunos e cidadãos em geral.

Crianças e jovens alcançam seu potencial máximo quando conseguem combinar habilidades cognitivas e socioemocionais.

Essa é uma das razões pelas quais o ensino conta com dinâmicas como atividades em grupo focadas no desenvolvimento de uma competência lógica, mas que também exigem troca e colaboração.

A combinação é fundamental para a formação de cidadãos e de futuros profissionais.

Por que elas são tão importantes para o desenvolvimento?

É bastante comum que o ensino seja majoritariamente associado às habilidades cognitivas. Não é sem motivo que escolas costumam ser “sinônimo” de avaliações e notas.

Com isso, é compreensível que o desenvolvimento do raciocínio lógico seja visto como mais importante, mas não é bem assim. Habilidades socioemocionais também são necessárias ao desenvolvimento de crianças e jovens,  com a participação do colégio e de suas famílias.

Isso porque o conjunto de habilidades socioemocionais pode ser bastante decisivo para o futuro de um indivíduo, tanto em sua vivência social quanto profissional.

As habilidades socioemocionais contribuem para a inserção das crianças e dos jovens em grupos sociais. Isso tende a contribuir para a sua autoestima, além de impactar a construção de sua identidade e sua convivência com outras pessoas.

Essas habilidades demonstram a capacidade do indivíduo em reconhecer e lidar com suas emoções de uma forma saudável. Algo que influencia seu comportamento e sua capacidade de tomar decisões positivas para a própria vida e para a vida dos outros, quando isso lhe couber.

As habilidades socioemocionais também contribuem para que crianças e jovens saibam como se portar frente a adversidades. Algo que inclui encarar com mais leveza um teste difícil na escola ou até uma situação de bullying contra si ou contra algum colega, por exemplo.

Novamente pensando em como as habilidades se relacionam, ter o lado socioemocional desenvolvido contribui para a conquista de habilidades cognitivas, uma vez que favorece a criatividade, a concentração e a capacidade de trabalhar em equipe.

Por fim, cabe lembrar que esses conjuntos de habilidade são fundamentais para a vida adulta ― e, como ressaltamos anteriormente, pode fazer a diferença até no mercado de trabalho.

Veja também: É hora de focar na inteligência emocional na educação dos filhos

Como fazer para desenvolver as habilidades cognitivas e socioemocionais no meu filho(a)?

Um passo importante para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais é buscar uma instituição de ensino que entenda essa importante relação.

Aqui no Colégio Santo Agostinho, nos ancoramos em diferentes estratégias educacionais, como as metodologias ativas de ensino. Porém, também há o que pode ser feito para além do ambiente da escola.

Enquanto pais, mães e responsáveis, é possível desenvolver essas habilidades com seus filhos e filhas, com foco especial na inteligência emocional:

Apoie suas conquistas

O apoio emocional por parte da família favorece o desenvolvimento de habilidades tais como a autoconfiança ,a autonomia, a autoestima e a coragem.

Na sala de aula, atividades que favoreçam o desenvolvimento das relações sociais são imprescindíveis para fortalecer as habilidades inerentes a cada criança, tais como:

  • Orientar o planejamento de projetos – as atividades de planejamento e organização favorecem a divisão de tarefas
  • Estimular atividades cooperativas – jogos de tabuleiro; RPG, gincanas e esportes coletivos;
  • Investir em aprendizagens práticas colaborativas – grupo de teatro, oficina de dança, jornal da escola,  grêmio estudantil, organização de feiras artístico-culturais oportunizam o trabalho em equipe por um mesmo ideal.
  • Fomentar apresentações orais – práticas de oratória, leitura jogral, canto coral e aulas de música favorecem o autoconhecimento e a extroversão;   
  • Estimular habilidades de pensamento crítico e tomada de decisão – liderança de equipes por meio de gincanas, competições, olimpíadas, projetos, entre outros
  • Associar habilidades de pensamento crítico ao uso das tecnologias – Através da robótica, do pensamento computacional, da matemática, da criação de blogs, chats, wikis, redes sociais, etc.

Incentive a autonomia

A autonomia e a capacidade de autogestão são habilidades determinantes para a vida adulta e profissional. Por essa razão, devem ser estimuladas ao longo da infância e adolescência considerando aquilo que é adequado para cada faixa etária.

Isso não significa que você não possa intervir diante de uma dificuldade. Diferente disso, a ideia é abrir espaço e diálogo para que seus filhos pensem e busquem soluções por conta própria, contando com seu apoio e confiança.

Aposte na leitura

A leitura contribui para o desenvolvimento de habilidades cognitivas, mas não é só isso  Diferentes conteúdos literários apresentam realidades distintas que podem contribuir para o desenvolvimento da empatia, compaixão, solidariedade,  raciocínio lógico e crítico.

Além de estimular a prática da leitura, a família pode criar momentos de troca para que a criança ou o jovem conte o que entendeu da história, se gostou ou não.

Essas oportunidades são válidas para aprimorar a capacidade de interpretação textual, além de fomentar o desenvolvimento de habilidades socioemocionais.

Estimule conversas sobre sentimentos

E por falar em momentos de troca, é importante que pais e mães mostrem aos seus filhos e filhas que está tudo bem falar sobre sentimentos. Mais do que isso, é importante fazê-lo.

Isso é importante para que as crianças e jovens consigam reconhecer suas emoções, nomeá-las e aprender a lidar com elas.

Como seres humanos, não controlamos o que sentimos, mas temos mais poder de escolha quanto a como nos portar quando entendemos o que está acontecendo conosco.

Incentive a prática de esportes

Outra dica é incentivar a prática esportiva; algo muito presente na cultura agostiniana. Os esportes favorecem o desenvolvimento de habilidades cognitivas como a coordenação motora, a percepção e adaptação.

Ainda, contribui para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais porque se ancoram no trabalho em equipe e na resiliência, além de oportunizar o aprendizado diante de conquistas e derrotas.

Escola e família atuando juntas para a formação integral do indivíduo

O propósito de apontar as diferenças entre as habilidades cognitivas e habilidades socioemocionais não é indicar que o caminho deve ser um ou outro, mas apontar como esses conjuntos de capacidades se complementam.

Em conjunto, escola e família atuam para que crianças e jovens se desenvolvam de maneira integral. Para a vida, a capacidade de lidar com as próprias emoções e se relacionar positivamente com outras pessoas é tão importante quanto o raciocínio lógico.

Gostou do conteúdo e quer saber mais sobre como as habilidades são trabalhadas na pedagogia agostiniana? Entre em contato com a equipe do Colégio Santo Agostinho e venha fazer parte desta família!

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