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Guia para pais: como ajudar um jovem empreendedor?

A evolução tecnológica, o acesso cada vez mais ágil e amplo ao conhecimento e a exigência pela adaptação rápida a […]

10/06/2022 | POR Colégio Santo Agostinho

LEITURA: 6 MIN.

A evolução tecnológica, o acesso cada vez mais ágil e amplo ao conhecimento e a exigência pela adaptação rápida a novos contextos fez surgir a necessidade do desenvolvimento de novas habilidades e competências para lidar com um novo mundo. Com o intuito de não haver retrocessos na vida profissional, a juventude começou a empreendedor como porta de escape dentro do mercado de trabalho. Portanto, esse jovem empreendedor precisa de todo o apoio que conseguir, especialmente dos pais.

O empreendedorismo se intensifica como mais uma resposta a essa necessidade, pois, em sua definição, pode ser decifrado como a capacidade e disponibilidade intelectual e emocional de desenvolver soluções inovadoras para os desafios mais comuns em todas as áreas da vida.

Quando se fala em empreendedorismo, a nossa principal tendência é fazer uma ligação direta com o desenvolvimento de novos projetos ou a abertura de um novo negócio, porém existem outras formas e vertentes dele, como o empreendedorismo socioambiental, por exemplo.

Nos próximos 5, 10 ou 15 anos, os desafios estarão cada vez maiores. Nossos jovens, ao procurarem um posto de trabalho, enfrentarão uma concorrência global, em um mercado automatizado e cada vez mais ágil.

O seu filho está preparado para esse cenário?

O que é e por que é importante o empreendedorismo social?

Como dissemos, o empreendedorismo não é somente o termo utilizado para a abertura de novos projetos. É possível também desenvolver e construir negócios cujo maior objetivo seja impactar positivamente a sociedade, promovendo uma transformação social.

 Ser uma empresa com foco em empreendedorismo social não quer dizer ser uma empresa com resultados ruins ou que não possua foco em gerar receita. Essas empresas podem conseguir resultados excelentes por meio da oferta de capacitação gratuita, empregos e oportunidades, ações sociais para a saúde de uma comunidade, atuando na preservação do meio ambiente entre outras necessidades socioambientais.

O empreendedorismo social nasce a partir de uma necessidade local com o intuito de resolver algum problema em uma comunidade em questão. Isso não quer dizer que não há obtenção de lucro, mas essa não é a primeira intenção desse negócio e sim uma decorrência.

Logo, além de beneficiar as comunidades, os empreendimentos que focam na missão social contribuem também para a satisfação e realização pessoal de gestores e funcionários.

Qual é o perfil dos jovens do futuro e o contexto atual?

1 – O jovem empreendedor precisa se preocupar com o futuro do planeta

Em 2015, os líderes mundiais e representantes da sociedade civil se reuniram na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, com o objetivo de traçar um plano para erradicar a pobreza, proteger o planeta a nível sustentável e garantir que a humanidade alcance paz e prosperidade.

Alguns outros tópicos discutidos durante a conferência foram:

  •       Igualdade de direitos;
  •       Saúde e educação de qualidade para todos;
  •       Oferta de água e comida sem escassez;
  •       Racismo, preconceito, discriminação;
  •       Desenvolvimento sustentável;
  •       Mudanças climáticas;
  •       Formas para se alcançar a paz.

Esse plano de ação é conhecido como Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, resultando na criação das 17 ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) que são listas de metas propostas pela ONU a serem cumpridas até o ano sugerido.

Cada vez mais, assuntos de sustentabilidade são incorporados no ensino dos nossos jovens, pois o seu futuro profissional também depende desses temas, já que empresas aderiram às ODS para se tornarem referência mundiais.

Portanto, é necessário desenvolver habilidades e competências que capacitem esses jovens. E isso pode ser trabalhado por meio do empreendedorismo, por exemplo.

2 – O jovem empreendedor necessita de uma formação diferenciada

Na edição de 2018 do Fórum Econômico Mundial, foram feitas entrevistas durante a aplicação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), um exame internacional sobre educação.

  •       Tema: as aspirações em relação ao futuro profissional.
  •       Participantes: 600 mil jovens de 15 anos.
  •       Locais: 79 países e territórios, inclusive o Brasil. 

O relatório apontou que existe uma possível divergência entre os sonhos e aspirações profissionais dos jovens e a realidade do mercado de trabalho futuro. A maioria dos jovens sonha com profissões que correm o risco de desaparecer, como, por exemplo, assistentes jurídicos e financeiros.

Assim como a conferência, o fórum mostrou que é necessário que as instituições de ensino capacitem os jovens com habilidades que vão além do conhecimento acadêmico para que eles ganhem flexibilidade e adaptabilidade. Eles demandam uma educação que os ajudem:

  • A serem profissionais que se movimentam com tranquilidade e competência dentro do mercado de trabalho do futuro;
  • A desenvolver habilidades socioemocionais, como curiosidade, empatia, criatividade.

Nós criamos este material para te ajudar a entender melhor o contexto em que os jovens estão inseridos e para descobrirmos juntos como ajudar o seu filho nesta missão.

3 – Contexto atual do jovem empreendedor: o futuro das profissões

De acordo com o relatório Futuro do Emprego 2018, do Fórum Econômico Mundial, a inteligência artificial poderá acelerar o processo de renovação dos postos de trabalho, apresentando cenários antes desconhecidos. Segundo os dados:

  •   39% dos entrevistados: estão se preparando para profissões que correm o risco de desaparecer nos próximos 5 ou 10 anos.
  •       Das empresas entrevistadas:

  50% previram demissões de seus empregados até 2022 em função da automação.

  54% dos funcionários precisarão desenvolver novas habilidades de forma significativa a partir de 2022.

      38% esperam contratar profissionais que elevem sua produtividade com empregos que exigem novas qualificações.

Pesquisas indicam que até 2030 surgirão novas profissões, com novas oportunidades.

  •   Profissões em ascensão: desenvolvedores de softwares, especialistas em redes sociais e comércio digital. Analistas e cientistas de dados, especialistas em TI ou Big Data e outros.
  •   Profissões em descenso (riscos de automação): bancários, contadores, mecânicos, motoristas, auditores, gerentes administrativos, trabalhadores fabris e caixas de lojas.

Por que o empreendedorismo atende aos perfis dos nossos jovens?

Empreender é uma habilidade que pode ser aprendida por meio de orientação e estímulos corretos. Uma educação empreendedora pode contribuir para que esses jovens estejam prontos a enfrentar todos os desafios do futuro.

 Segundo pesquisas, o mercado 4.0:

  •       Trouxe inovações tecnológicas que transformaram profundamente a forma como nos relacionamos, aprendemos, decidimos, trabalhamos e consequentemente fazemos negócios. As empresas têm se tornado mais horizontais, flexíveis e interdependentes.
  •   Automatizou processos e extinguiu profissões. Em contrapartida, trouxe a valorização de características humanas como empatia, generosidade e resiliência.
  •   Requer profissionais proativos, criativos, estrategistas, capazes de trabalhar com recursos mínimos e em situações de crise.

Como a educação empreendedora pode ajudar no futuro da juventude?

1- Atuando como mentora

A educação empreendedora deve ajudar os jovens a conhecer e se adequar a novas estruturas de trabalho, classes e empregos. Saber se movimentar e se posicionar neste cenário facilitará a sua entrada no mercado de trabalho de uma forma mais autônoma e independente.

Ela deve estimulá-los a refletir sobre quem são, quem esperam se tornar e a pensar de forma crítica sobre suas escolhas pessoais, educacionais e profissionais dentro do contexto de um futuro incerto.

2- Desenvolvendo novas habilidades

  • Liderança: desenvolver equipes cada vez mais engajadas, comprometidas e competitivas.
  • Criatividade: criar e apresentar soluções para executar tarefas de uma maneira nova ou diferente do habitual para satisfazer um objetivo.
  • Autonomia: estar no comando das próprias ações. Independência, engajamento e iniciativa.
  • Inovação: propor novas soluções, ideias, projetos, inclusive criar negócio próprio.
  • Colaboração: trabalhar de forma conjunta e interdependente.
  • Proatividade: agir antecipadamente, evitando ou resolvendo problemas futuros.
  • Resiliência: reconhecer dificuldades, erros, insucessos e agir rapidamente na busca por um novo caminho ou solução.

3 – Desenvolvendo o social

Ao desenvolver o empreendedorismo social, trabalhamos no jovem habilidades e competências que o fazem refletir sobre si mesmo, sua relação com o outro, com a  comunidade e a natureza. 

Como vivemos em uma sociedade desigual, é importante estimular os nossos jovens a se envolverem com a criação ou participação em setores da sociedade que se engajam em causas sociais, como é o caso de ONGs ou até entidades privadas que tenham essa missão social como política editorial.

Essa experiência também ajuda a forjar o caráter do jovem, gerando nele mais generosidade, empatia, resiliência e sociabilidade.

10 dicas para pais incentivarem habilidades empreendedoras

É fundamental que os pais incentivem seus filhos a empreender e há diversas formas de se fazer isso. Apresentamos aqui algumas.

  1. Ensine-os a reconhecer oportunidades: aprenderão a usar os desafios e a criatividade para construir soluções.
  2. Deixe-os assumir responsabilidades e correr riscos: utilizarão a autonomia para conseguir tomar as próprias decisões e aprenderão com seus erros.
  3. Inspire coragem e força: desenvolverão resiliência diante de falhas, derrotas e adversidades.
  4. Ensine-os a serem sociáveis e empáticos: a convivência com outras pessoas os ensinará sobre interdependência, respeito mútuo e que ajudar o outro é ajudar a sociedade como um todo.
  5. Ensine-os sobre o valor do trabalho: ao invés de ganhar o que querem, trabalharão para conquistar o que desejam.
  6. Converse sobre disciplina e planejamento: saberão o que e como fazer para alcançar o que desejam.
  7. Discuta sobre o valor do dinheiro: aprenderão sobre ganhar o próprio dinheiro e como administrá-lo corretamente.
  8. Ofereça novas experiências: permita que eles façam cursos de idiomas e intercâmbios. Assim, eles poderão aprender a assumir riscos, persistir, desenvolvendo a autonomia e a autogestão. Dessa forma, também aprenderão novas habilidades, como esporte, arte, música, dança etc.
  9. Incentive-os a explorar o mundo a partir da sua própria visão: conheçam novos lugares, novas pessoas, se envolvam em novos projetos, como causas sociais e ajudem ao próximo.
  10. Estimule-os a buscar educação continuada: inscreva-os em cursos de programação e robótica, assim eles desenvolverão habilidade em matemática, lógica e criatividade, em resolução de problemas, análise situacional e capacidade de raciocínio.
  11. Forneça uma educação de qualidade: opte por instituições que prezam pela educação empreendedora.

Agora é a sua vez de agir!

Se você, como educador, entendeu a necessidade de explorar o lado empreendedor do seu filho, compartilhe com outros pais e mães este material para que juntos possamos COCRIAR uma educação cada vez mais empreendedora para nossos jovens. 

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