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Sem fronteiras

Guia de preparação para estudar no exterior

A chave para estudar no exterior é o planejamento. Saiba como se preparar para novas oportunidades!

06/10/2020 | POR Colégio Santo Agostinho

LEITURA: 5 MIN.
Clarissa Azeredo

Colaborou com este post:
Clarissa Azeredo
Supervisora de Internacionalização da SIC

Minutos antes de embarcar no avião, o filho dá um abraço apertado de despedida nos pais. Ele se prepara para estudar no exterior, sonho este que o acompanha desde que ingressou no Ensino Médio. Embora já tenha viajado para fora do país antes, nunca tinha sido sozinho e ele sabe que a sua nova etapa será de grandes mudanças, novos desafios, conhecer novas pessoas, novos hábitos e experiências.

A introdução até poderia ser um roteiro de filme ou série da Netflix, mas é o retrato de muitos estudantes que vão estudar no exterior. Uma pesquisa divulgada pela Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta) revelou que nos últimos anos, o número de estudantes que foram para o exterior cresceu cerca de 20% ao ano. Desses, 82% nunca tinham ido estudar no exterior.

Embora a pandemia tenha freado muitos desses sonhos, o intercâmbio de estudantes continuou acontecendo e a tendência deve continuar nos próximos anos. Assim, se você quer saber mais a respeito da preparação para estudar no exterior, confira!


Projetos para estudar fora do Brasil

Quando se fala em estudar no exterior, o modelo que normalmente é projetado na mente das pessoas é aquele entre seis meses a um ano em outro país, em que o estudante consegue ficar profundamente imerso na cultura do país escolhido.

No entanto, existem outras modalidades ainda, como:

Clarissa Azeredo – Supervisora de Internacionalização do Colégio Santo Agostinho, explica que é preciso cautela na hora de escolher como estudar no exterior.

“Os intercâmbios de seis meses, por exemplo, podem trazer prejuízos ao aluno. Isso porque há uma perda pedagógica do currículo brasileiro. Algumas vezes, o aluno não consegue retornar ao colégio em que estudava aqui no Brasil e acompanhar a turma, pois as matrizes curriculares dos países são muito diferentes”, explica.

No entanto, ela ressalta que os cursos de curta duração, de graduação e os programas educacionais têm ganhado cada dia mais destaque. Para ela, o programa High School Canada, por exemplo, é uma excelente oportunidade para os estudantes que querem se preparar para fazer uma graduação no exterior, sem prejudicar o desenvolvimento educacional no Brasil.

“A equipe que trabalha com esses alunos é composta por profissionais canadenses. Sendo assim, oferecemos uma imersão tanto da língua quanto na cultura, e ao fim da 3ª série do Ensino Médio, o estudante recebe um certificado de conclusão de estudos brasileiro e canadense, o qual permite melhores oportunidades nos processos de aplicação para universidades, em todo o mundo”, ressalta a supervisora.

Quando começar a se preparar para estudar no exterior?

“Qual é o melhor país?”, “Dentre os programas de estudo, qual programa será o melhor?”, “Qual tipo de visto eu devo solicitar?” e outras perguntas mais costumam ser bem comuns entre os estudantes que desejam estudar no exterior.

Para programas de imersão cultural, de curta duração, além dos documentos para a viagem, não há necessidade específica de preparação acadêmica. Entretanto, quando falamos em preparação para universidades no exterior, o ideal é começar a se preparar desde o 9º ano, segundo Clarissa. Isso porque muitas escolas e universidades de outros países possuem diferentes critérios de decisão, no processo de admissão de alunos.  

Dessa forma, se a instituição escolhida levar em consideração no processo seletivo ações como voluntariado, um currículo escolar baseado em valores humanos e/ou outras experiências culturais, o estudante possui um longo período para se preparar melhor.

Por isso, o ideal é conversar desde cedo com o responsável pelos processos de aplicação em universidades, assim como pelos projetos culturais e de intercâmbios da sua escola, para que ele possa instruir com informações precisas sobre os programas e as instituições de interesse.

Como se preparar?

Como já deu para perceber, estudar no exterior requer preparação. Quanto mais cedo o jovem ou adolescente tiver o seu guia, maiores serão as chances de estar preparado.

Escolha do destino para estudar no exterior

Clarissa explica que o estudante precisa ter um objetivo bem definido para fazer a escolha pelas universidades, isso porque existem perfis diferentes de faculdades e isso influenciará na sua preparação e escolha.

“São muitas variáveis que podem influenciar na decisão da escolha do destino. Existem, por exemplo, universidades muito bem ranqueadas, referências em pesquisa e outros aspectos acadêmicos, que não possuem o perfil do aluno. Por exemplo, estas podem estar em grandes metrópoles e o estudante se sentir mais confortável em uma cidade pequena. Além disso, precisamos considerar o desempenho escolar do aluno e a proficiência no idioma do país.”, pontua a supervisora.

Lembre-se que muitos calendários acadêmicos no exterior costumam ter início nos meses de agosto e setembro, que representa aqui no Brasil a metade do ano letivo. Assim, leve tudo isso em consideração na hora de começar a sua preparação.

Processo seletivo

O processo seletivo das universidades varia bastante. Em boa parte das instituições nos Estados Unidos, por exemplo, esse exame é chamado de Application e baseia-se em algumas etapas, as quais envolvem:

Envio do histórico escolar em português e em tradução juramentada, o certificado no idioma e outros documentos pessoais. Para a maior parte das instituições, há também necessidade de cartas de recomendação, bem como a de apresentação e a de motivação. Além disso, o currículo de atividades extracurriculares também é levado em consideração.

Para conseguir se destacar no processo seletivo não há muitos segredos. Como o currículo escolar é um fator decisivo, o aluno que quer estudar no exterior precisa manter as suas notas bem avaliadas.

Já a prova de domínio do idioma estrangeiro, comumente chamado de teste de proficiência, possui suas próprias características. As universidades norte-americanas costumam cobrar o TOEFL, Cambridge English Certificates ou o IELTS. Já na Espanha, o mais comum é o DELE e na Alemanha, o Test-Daf, por exemplo.

Como em algumas universidades as aulas ministradas podem ser em idiomas diferentes dos oficiais no país, é comum que na Espanha o TOEFL seja exigido, para instituições nas quais o inglês é a língua de instrução.

A melhor parte é que esses exames não são realizados pelas universidades na maioria dos casos, e por isso, a maioria das avaliações são feitas aqui mesmo no Brasil.

Custos para estudar no exterior

Principalmente com a alta do dólar, estudar no exterior não é barato. Na maioria dos países, os estrangeiros pagam de 20 a 30% mais caro do que os locais. Nessa hora, uma dupla cidadania pode ajudar em alguns casos.

Para aquele aluno que deseja solicitar bolsas de estudo – seja por mérito acadêmico ou necessidade financeira – na maioria das situações, as etapas para a concessão do benefício acontecem posteriormente à aprovação do estudante no processo seletivo, e por isso, não podem ser garantidas.

Como estudar no exterior com o Enem?

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é a principal prova para os estudantes que desejam ingressar em uma instituição de ensino superior aqui no Brasil. No entanto, ele também pode ser peça-chave para garantir uma vaga em outro país.

A supervisora Clarissa explica que existem instituições ao redor do mundo que 

aceitam as notas do ENEM como parte do processo de admissão. Em algumas, o exame tem papel bastante relevante, enquanto em outras, as notas podem ser incluídas aos documentos, para comprovação do nível acadêmico do aluno.

“Além do processo seletivo específico de cada universidade no exterior, algumas solicitam a inclusão da nota do ENEM à documentação, como parâmetro de uma avaliação nacional, referência no Brasil. Apesar de comumente não ser obrigatório, o envio do resultado pode auxiliar, principalmente aqueles estudantes que possuem um bom desempenho”, avalia a supervisora.

Você tem interesse em estudar no exterior?

Segundo uma pesquisa realizada pela University of Southern California, Estados Unidos, Canadá e a Europa são os destinos mais desejados pelos estudantes brasileiros.

Pensando nisso, o Colégio Santo Agostinho tem criado vínculos com universidades de renome em outros países, com o objetivo de ofertar maiores oportunidades para os seus estudantes.

“As universidades do exterior não buscam necessariamente uma parceria com as escolas. O que elas procuram é conhecer seus programas, principalmente os ligados à internacionalização, estabelecer vínculos com boas instituições, para conquistar os melhores alunos. Nesse sentido, possuímos um bom relacionamento com diversas universidades do Canadá, Estados Unidos, Espanha e Nova Zelândia”, pontua Clarissa.

Este artigo contribui para você entender melhor como estudar no exterior? Compartilhe com seus amigos e familiares ou deixe seu comentário. Aproveite para assinar a nossa newsletter e receber novidades diretamente em seu e-mail. Até breve! 🙂 


 

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